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um dia postei…
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POSTO UM HISTORIAL DOS MEUS PRINCIPAIS POSTES… ISTO TAMBÉM A PEDIDO DE ALGUMAS PESSOAS, QUE MO TÊM SOLICITADO. ALERTO, NO ENTANTO, QUE O ENTENDIMENTO DOS MEUS POSTES DEVERÁ SER CONTEXTUALIZADO NO TEMPO EM QUE FORAM ESCRITOS, ENQUADRANDO-OS DEVIDAMENTE NAS CONDIÇÕES POLÍTICAS, SOCIAIS, E SOBRETUDO EDUCATIVAS.
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A Razão do Bufo

Não há raça de gente mais irritante, mais javarda, mais peçonhenta, e mais desprovida de um único pingo de decência, que os bufos. Esses filhos de um comboio cheio de meretrizes siflíticas, mal lavadas e a cheirar a bedum. Esses esbirros de gente que deixam um rasto de baba como lesmas nojentas. Esses estreptococos labregos que tresandam a merda num raio alargado de quilómetros.
Nascidos e criados nos 48 anos de ditadura os bufos viram a sua actividade ameaçada com a chegada da revolução e da liberdade de expressão. Mas foi uma preocupação de pouca dura porque o Estado português não levou muito tempo a institucionalizar os bufos e a torná-los parte do sistema, mesmo num regime democrático.
O Estado torna-se assim no grande criador de bufos do século XXI: um bufo que já não esconde o facto de ser bufo; um bufo que agora usa farda; um bufo que tem um escritório cheio de outros bufos; um bufo que como todos os outros labregos da disfunção pública, é pago por nós para bufar que nem uma mula com cio. Hoje em dia temos bufos de farda a informar a polícia que o carro tal está mal estacionado. Temos bufos a denunciar empresas à inspecção económica. Temos bufos a denunciar os vizinhos que decidiram fechar a sua marquise. Vivemos hoje no Estado da verdadeira bufaria: Legalizada. Porca. Invejosa. E pequenina, como o próprio país.
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publicado por eduardus às 00:53
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I
“Eu, Galileu Galilei, filho do finado Vincenzio Galilei de Florença, com setenta anos de idade, vindo pessoalmente ao julgamento e me ajoelhando diante de vós Eminentíssimos e Reverendíssimos Cardeais, Inquisidores Gerais da República Cristã Universal, contra a corrupção herética, tendo diante de meus olhos os Santos Evangelhos, que toco com minhas própria mãos, juro que sempre acreditei, e, com o auxílio de Deus, acreditarei no futuro, em tudo a que a Santa Igreja Católica e Apostólica de Roma sustenta, ensina e pratica.
Mas como fui aconselhado, por este Ofício, a abandonar totalmente a falsa opinião que sustenta que o Sol é o centro do mundo e que é imóvel, e proibido de sustentar, defender ou ensinar a falsa doutrina de qualquer modo; e porque depois de saber que tal doutrina era repugnante diante das Sagradas Escrituras, escrevi e imprimi um livro, no qual trato da mesma e condenada doutrina, e acrescendo razões de grande força em apoio da mesma, sem chegar a nenhuma solução, tendo sido portanto suspeito de grave heresia; ou seja porque mantive e acreditei na opinião que diz que o Sol é o centro do mundo e está imóvel, e que a Terra não é o centro e se move, desejo retirar esta suspeição da mente de vossas Eminências e de qualquer Católico Cristão, que com razão era feita a meu respeito, e por isso, de coração e com verdadeira fé, abjuro, amaldiçoo e detesto os ditos erros e heresias e de uma maneira geral todo erro ou conceito contrário `a dita Santa Igreja; e juro não mais no futuro dizer ou asseverar qualquer coisa verbalmente ou por escrito que possa levantar suspeita semelhante sobre minha pessoa; mas que, se souber da existência de algum herege ou alguém suspeito de heresia, o denunciarei a este Santo Ofício, ou ao Inquisidor do lugar onde me encontrar.
Juro ainda mais e prometo que satisfarei totalmente e observarei as penitências que me forem ou me sejam ditadas pelo Santo Ofício.
Mas se acontecer que eu viole qualquer de minhas promessas, juramentos, e protestos (que Deus me defenda!) sujeito-me a todos os castigos que forem decretados e promulgados pelos cânones sagrados e outras determinações particulares e gerais contra crimes deste tipo.
Assim, que Deus me ajude, bem como os Santos Evangelhos, os quais toco com as mãos, e eu, o acima chamado Galileu Galilei, abjuro, juro, prometo e me curvo como declarei; e em testemunho do mesmo, com minhas próprias mãos subscrevi a presente abjuração, que recitei palavra por palavra.
Em Roma, no Convento de Minerva, 22 de Junho de1633.
Eu, Galileu Galilei abjurei como acima por minhas próprias mãos. ”
II
Poema para Galileu
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei…Eu sei…
As Margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar - que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação -
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo de praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se estivesse tornando num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas - parece-me que estou a vê-las - ,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e escrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai, Galileo!
Mal sabiam os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo,
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto inacessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo
caindo
caindo
caindo sempre,
e sempre.
ininterruptamente,
na razão directa dos quadrados dos tempos.
António Gedeão
Obra Poética
Edições João Sá da Costa
2001
III
DIALÉCTICA
Na vida,
(na sociedade, na política, na escola…)
repetem-se heroicamente Galileus todos os dias,
que continuam ainda lutando
contra a arrogância do Santo Ofício…
Até quando?!
publicado por eduardus às 00:59
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Procusto ou estirador, foi o apelido dado a Damastes, personagem da mitologia grega, que costumava atrair os viajantes solitários para a sua casa, oferecendo-lhes comida e abrigo para passarem a noite. Mas dava ao convidado para dormir uma cama de ferro propositadamente desadequada à estatura da sua vítima. Esta, mal adormecesse, era então acorrentada à cama e Procusto acertava-a então às medidas exactas do leito: se o corpo era maior que a cama cortava-lhe os pés com um machado, se era mais pequeno esticava-lhe barbaramente os membros com cordas e roldanas…
Ao longo da vida nos esbarramos com Procustos/Estiradores, que tentam com suas ideias, valores, intuitos, ou mesmo com o seu Poder, domar-nos quais animais de circo, tentando a toda a força que nos encaixemos somente no que eles pensam ou querem de nós!…
PROCUSTO representa assim o INIMIGO NÚMERO UM, que devemos combater no nosso dia a dia, sobretudo na Escola, que é onde muitas vezes se começa por estirar todos ao mesmo Currículo, ao mesmo Pensamento, ao mesmo Saber, ou então machadar barbaramente as pernas a todos aqueles que ousem não estar de acordo e dizer NÃO! Procusto representa a intolerância e a imposição cega e arrogante de modelos, arquétipos, formas de pensar, de viver e de ser, ou seja representa a própria Exclusão! É é neste enfoque e neste contexto que continuamos a dizer que a INCLUSÃO, mais do que um estado, é um processo dinâmico e lento, uma luta milenar, e mesmo um COMBATE!
Nota Final: Este post é escrito em 25 de Abril de 2009… 35 anos anos após a Revolução de 25 de Abril de 19744, na qual também participámos (com uma arma na mão) derrotando os então PROCUSTOS…só que, essa raça maldita não se extingue e continuamos, 35 anos depois, a dar-nos conta que prolifera vida fora estirando uns e decepando outros! Até quando?!
publicado por eduardus às 10:49
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Creio que esta Escola de hoje, está com graves problemas e, que tal como referimos anteriormente e até em algumas intervenções públicas, é no fundo um “local de risco” para os próprios alunos. E o principal de todos os problemas reside no facto de se ter abandonado o INTERIOR da Escola, em virtude de os seus professores terem sido obrigados a trabalharem no EXTERIOR dessa mesma Escola. Explicando melhor:
É no INTERIOR da Escola que estão os alunos, as suas dificuldades, as suas famílias, a sua simplicidade e singularidade. Cada Escola, tal como cada comunidade, tem os seus próprios problemas, os seus próprios recursos naturais e comunitários, ou seja a sua própria identidade cultural. Seria no INTERIOR da Escola que os alunos se desenvolveriam de forma integrada, sustentada e equilibrada, através da interacção com os seus pares e, obviamente, tendo em conta o próprio Currículo (Nacional, Regional, Agrupamental e mesmo e sobretudo Turmal). E seria neste enfoque curricular e sistémico, que se planificariam e decorreriam as actividades do dia a dia, bem como as Festas do Natal, do Entrudo, do Pai, da Mãe, etc. etc., festas e actividades ainda que simples, mas de importância primordial para os alunos, por serem sistémicas e estarem devidamente incluídas na comunidade local. As crianças cresceriam assim em ambiente escolar harmonioso assente numa animação sociocultural e comunitária que envolveria todos os recursos comunitários e que até fomentaria a articulação entre e intra gerações, famílias, empresas, profissões e ocupações. Confesso que conhecemos, ao longo da vida escolar, muitas Escolas, ainda que simples, onde muitos colegas foram capazes de terem sido animadores culturais de actividades, atitudes e formas de estar e ensinar deste tipo, que tornou possível na acalmia, no ludismo e na harmonia que as gerações das então crianças crescessem, aprendessem e sobretudo que respeitassem e assumissem a sua própria singularidade, desenvolvendo-se de forma harmoniosa na construção duma identidade e duma cidadania responsáveis, livres e enraizadas nos valores culturais, familiares, nacionais e mesmo populares.
Penso que nos últimos anos sofremos um tremendo e negativo retrocesso. Os professores passaram a trabalhar nas Escolas de fora para dentro, ou seja “amarrados” ao lado EXTERIOR, obedecendo às cegas a um paradigma que passou a considerar como não importante, o que até ali era considerado como essencial e mesmo como ponto de partida: a realidade e a problemática local. E a meta agora é “nivelar” tudo, ou seja massificar, sujeitando os alunos e as comunidades ao crivo, à bitola e à estatística, não respeitando a especificidade cultural de cada criança, de cada comunidade e mesmo de cada família.
Assim os projectos, os desígnios, as planificações, as actividades, as festas, etc., têm agora como intuito e objectivo final a imagem EXTERIOR da Escola, passando agora também os professores, a serem avaliados com base nessa imagem EXTERIOR. Caíu-se assim numa espécie de paranóia colectiva, que leva toda a gente a fotografar tudo, a registar e a participar em tudo, a colaborar e a blogar tudo, deixando para trás os reais e os específicos interesses e necessidades dos alunos, amestrando-os às políticas nacionais e locais (às vezes antagónicas) e sobretudo aos perfis que lhes foram abusivamente traçados e definidos. Tornou-se, hoje, assim raro ver-se uma aula de Matemática “em profundidade”, daquelas que decorriam durante toda uma parte da manhã, em que se apelava ao raciocínio dos alunos, ou a uma aula de Português rebuscando, corrigindo e adquirindo formas vernáculas e correctas de escrever, de ler, de falar, de evocar. Os tempos de agora são de engano, de ostentação, de estatística, de camuflagem, de exibicionismo, de hipocrisia, de mediocridade, onde cada qual se tenta mostrar o mais possível, não imperando pela competência, experiência e sabedoria, mas pelo golpismo, oportunismo e chicoespertismo rumo aos…(pseudos) Muito Bom e Excelente! Sinceramente, às vezes rimo-nos baixinho perante a arrogância e a estupidez de alguns, que nunca tendo sido nada na vida, lhes deram por lá um cargozito de qualquer coisita, que ninguém até sabe o que é ou para que serve, mas que os tornou inchados e bufantes, quais burros de ciganos escoiceando perante as cócegas das albardas novas, ainda não amaciadas.
Os poucos professores verdadeiramente ainda bons, stressam no dia a dia, não como outrora na busca de novas formas e de caminhos mais apurados para levar os alunos a melhor aprenderem e a adquirirem as tais “competências essenciais”, o seu stress de agora está na azáfama de satisfazerem este novo SISTEMA-PAPÃO, que se instalou em gabinetes virtuais doirados e que - sem conhecer a Escola e muito menos a Comunidade - exige e impõe participação incondional em tudo o que seja útil à tal imagem EXTERIOR… E é ver então por aí toda essa poluição pedagógica de projectinhos e projectões, reuniões-sem-fruto, exposições-para-inglês-ver, planos e mais planos, grelhas e mais grelhas, relatórios e mais relatórios, avaliações e mais avaliações, coisas e loisas que, na prática pedagógica e escolar diárias, não trazem qualquer implicação ou contribuição positivas. Para trás ficou o esforço, a preocupação genuína com os alunos, o investimento e a preocupação constantes com as suas aprendizagens. Mas o pior ainda é porque, para que toda esta falta de investimento e esforço no INTERIOR não venha ao de cima, fazem-se então avaliações psicopedagógicas adulteradas, qual álibi ou salvo-conduto, tentando provar ao tal SISTEMA-PAPÃO que a culpa está no facto dos alunos serem “maluquinhos” ou mesmo “deficientes”! É o cúmulo do descaramento!
Sem dúvida que um dos problemas maiores da Escola de hoje e de agora, é toda esta desarmonia e esta luta entre o tal SISTEMA-PAPÃO e própria CONSCIÊNCIA dos poucos ainda bons-professores: é que enquanto esta teima em fixá-los ao INTERIOR da Escola, aquele teima em exigir que seja o seu EXTERIOR a sugar-lhes toda a energia!
A jeito de conclusão final: este complicado movimento bivectoreado nomesmo sentido (centrífugo em relação ao INTERIOR da Escola e centrípeto em relação ao seu EXTERIOR) vai ter sérias complicações no futuro ou seja vai ser bem pago um dia… e só então nos enxergaremos de tanta cegueira!
publicado por eduardus às 12:14
Filed Under (Uncategorized) by eduardus on 29-06-2009
O importante na Vida, na Escola, na Família, na Comunidade é DEIXAR RASTO! É essencial que os HOMENS deixem marcado nos céus, qual estrela cadente, qual cometa, ou qual foguetão interplanetário um “ rasto” da sua vida, da sua intervenção, das suas palavras, das suas ideias, das suas convicções. Fraco é o artista cuja arte morre consigo, fraco o poeta cuja poesia desaparece com ele, cobarde o combatente cuja vitória se esfuma no desertar, banal e medíocre o professor que os alunos não recordam!
Confesso que às vezes me sinto imensamente feliz ao recordar os sítios (lugares, organizações, escolas, etc.) por onde passei e reparar no rasgado RASTO que deixei a trás de mim: nos jovens, nos cidadãos, nos alunos, nos colegas-professores, na comunidade, no sistema, nas autarquias, nas instituições, nas organizações. E eis que então rio, rio baixinho de contentamento por reconhecer que valeu a pena!…Sim, vale mesmo a pena sermos nós-mesmos, sem vestirmos hábitos ou causas alheias. Vale mesmo a pena desafiar a mediocridade e ter a coragem de nos assumirmos tal qual somos, tal qual pensamos, tal qual o direito de existirmos. Vale mesmo a pena conjugar o amor com o rigor, o sonho com a utopia, a frontalidade com o risco. Vale mesmo a pena sermos amados e detestados, a única garantia de nunca nos rendermos a ser ignorados, massacrados, perfilados, acarneirados…
Dou-me conta que, por onde passei, deixei sempre RASTO! Felizmente que sempre tive amigos (nunca me faltaram!) mas também alguns inimigos! Recordo-os a uns e a outros, sem rancor e a todos agradeço o interagirem comigo: é que enquanto os amigos funcionam como uma suave terapia ou mesmo uma reconfortante massagem, os inimigos obrigam-nos a despertar, a estarmos vigilantes e mesmo a criarmos anti-corpos tornando-nos imunitariamente resistentes, combativos, precavidos, incisivos, focalizados e sobretudo eficazes na luta e no combate!
Confesso que ter a companhia de alguém-amigo me estonteia de paz, de alegria e de prazer, mas não nego que desfazer armadilhas, desarmar nós-cegos, encostar à parede, desnudar camuflagens, derrotar o mal, vencer os ímpios, sempre me deixaram extremamente feliz e numa acalmia interior singular e só conhecida daqueles que um dia duma vida qualquer… sentiram o “milagre” de sobreviver à miséria, à cobardia, às lágrimas, ao sangue, ao fogo, à traição, à calúnia, ao inferno!
Tenho como uma das minhas máximas da vida aquela expressão latina referente aos CINCO TALENTOS…” - Domine, quinque talenta tradidisti mihi, ecce, alia quinque superlucratus sum. - Euge, serve bone et fidelis, quia in pauca fuisti fidelis, supra multa te constituam, intra in gaudium Domini tui.” Esta história (parábola) bíblica, não nos permite sequer hesitar na obrigação individual e imperdoável aos olhos dos Homens e de Deus, de cada um de nós fazer BOM USO das suas capacidades (talentos). E é neste contexto, que a minha voz, a minha pena, o meu teclado, a minha vida, o meu saber, o meu sentir, o meu querer e todo este meu ser jamais se calarão e muito menos ajoelharão prestando vassalagem a qualquer ídolo, ou a qualquer divindade-menor! E é também por isso que - independentemente dos inimigos de ontem e de hoje - que nunca me negarei a…DEIXAR RASTO!
publicado por eduardus às 00:34
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Foi um dia destes que X me perguntou à queima-roupa:
- Afinal o que queres tu, Gestão?
Olhei fixamente para os seus olhos e respondi-lhe:
- Certamente que não! Tive, ao longo da minha vida profissional, algumas oportunidades de enveredar cientifica e academicamente pela Gestão… mas confesso que nunca o quis, nem nunca senti verdadeiramente essa vontade ou mesmo ambição!
- Mas, não negas, que ao longo da tua vida, muitas foram as vezes que lutaste contra a Gestão…
- Sim, é verdade, X, admito que sempre lutei contra certa forma de “Exercício do Poder”. E sobre isso deixa-me dizer-te três coisas muito importantes para que me compreendas: a primeira, reporta-se aos meus vinte e quatro anos de idade… era então Oficial do Exército e estava a ser convidado para optar pela carreira das armas. Foi uma opção difícil, porque tinha à minha frente uma futuro muito promissor, já que a guera colonial havia acabado e nela tinha sido ferido e estava considerado “Deficiente das Forças Armadas” e como tal era um direito que me assistia enveredar pela carreira militar. Se o tivesse feito seria hoje Coronel ou mesmo General. Mas simplesmente não aceitei, porque, dizia eu, na “tropa quem manda não é a cabeça, mas o ombro”, isto é o posto. E preferi assim ir acabar o meu curso de professor. E juro-te nunca me arrependi. A segunda coisa que te queria dizer, reporta-se aos meados dos anos 90. Numa bela tarde fui de boleia ao Instituto Piaget, em Macedo de Cavaleiros, seguindo o conselho dum colega e meu amigo que lecciona hoje no nosso Agrupamento de Escolas e que estava então a terminar lá a sua ”Variante de Educação Visual”. Tinha ali à minha frente um leque de cursos que poderia escolher, desde Educação Musical, a Matemática, passando por Educação Física e Educação Especial. Todos demoravam dois anos, todos custavam o mesmo. Estava hesitante; por um lado pensava na minha paixão pela Viola e pelos meus fados e baladas do Adriano… e do “Cancioneiro do Niassa”! Mas vinha-me também à memória aquele meu 19,9 em Matemática, no meu exame nacional no liceu em 1971 (então a melhor nota a nível nacional)… Mas não! E acabei mesmo por optar por Educação Especial. E quando dei disso conhecimenton ao meu colega e amigo, ele virou-se para mim estupefacto e disse-me nos olhos: «Queres mesmo ir para isso?» E, decididamente, fui mesmo! Também nunca me arrependi.
- Comprendo. E a terceira coisa que querias dizer, qual é ela?
- Sobre essa vou-te convidar a ler um “velho texto”, que fiz em 1997, a propósito do exercício do Poder, ou se quiseres sobre a Gestão. Publiquei-o mais tarde no Jornal “A Página da Educação” e já fez parte dum post do meu blogue em Novembro de 2006. E infelizmente continua actual
- Disseste “infelizmente”! É muito curioso. Mas então fica combinado. Depois diz alguma coisa.
- Sim, digo e já agora, senão levares a mal, ponho isso um dia destes no meu blogue, pode ser?
- Com certeza, desde que não ponhas lá os nomes… tudo bem!
E estou agora a cumprir essa promessa para com X. O tal texto (artigo) que fiz em 1997 dizia o seguinte:
«É curioso constatarmos que, ao longo da sua evolução, tem permanecido nos seres vivos a característica base da defesa do seu território! No caso específico do homem, foi-se esta defesa ampliando, ao longo dos milénios e hoje toda a sua abrangência açambarca, em perfeita sintonia com o cérebro trino (triplo) de que fala McLean[i], três diferentes dimensões, que se interligam e interagem:
1. Uma dimensão com características ainda meramente reptilianas, que está ligada aos nossos actos mais estereotipados, responsável pela manutenção das nossas condições mínimas de vida e sobrevivência e que funciona como o abrigo ou o ponto de maior segurança, a partir do qual, face a possíveis invasores, as nossas respostas continuam a ser altamente defensivas e mesmo agressivas.
2. Uma outra, mais de natureza límbica, que é a responsável pelo prazer, pela dor e pela conservação da própria espécie.
3. E finalmente uma terceira dimensão, surgida gradualmente e de mãos dadas com o desenvolvimento do neo-córtice e que anda ligada ao pensamento racional, à socialização e à própria cultura.
Hoje, o nosso território assemelha-se a uma complexidade de circunferências concêntricas, que vamos traçando do centro para o exterior. A nossa vida é assim passada a alastrarmos cada vez mais circunferências concêntricas à nossa volta, nas nossas mais diversas actividades, competências e funções sociais, aumentando assim o nosso território! Só que, paralelamente e à medida que este aumento se vai dando, vamos sendo empurrados do centro para a periferia, provocando em nós perda de unidade interior, a qual poderá gerar em nós um sentimento esquecido mas etologicamente latente, que é o de nos sentirmos ameaçados…E se este sentimento não for auto-controlado, podemos cair numa paranóia ou megalomania, com consequências adversas para nós e para os nossos invasores (por vezes meramente virtuais).
A gestão complexa de todo este esquema territorial é o preço elevado, que temos de suportar em consequência do desenvolvimento cada vez maior da nossa mente. Daí que os “deficientes mentais”, sejam neste aspecto talvez uns felizardos, já que sendo o seu território mais exíguo, não sintam a necessidade de se deslocarem do centro para a periferia. Já os orgulhosos da “normalidade” ou mesmo “sobrenormalidade”, senão souberem gerir muito bem este esquema territorial correm sérios riscos de perturbações de personalidade e de desajustamentos sociais (socioses). Urge, bem gerir assim a «ordem de dominância», expressa por Bracinha Vieira[ii] buscando a estabilidade, ainda que à custa do refreio de naturais comportamentos agonísticos, que se podem (devem) reservar para oportunos momentos de desequilíbrio…
Ao longo da carreira de professor/educador, há por vezes oportunidade ou mesmo apetência de ocupar determinado território, que em seguida se tenta dominar ou mesmo demarcar! Para não se ser centrifugado, deve-se saber optar pela parcela de território, que mais se adapte à especificidade de cada um, o que garantirá uma maior resistência e satisfação interior. E são duas as principais parcelas que se colocam ao professor/educador: uma de carácter meramente administrativo, onde rapidamente se sobe, depressa se é obedecido e até com frequência se chega a ser adulado e uma outra de natureza pedagógica caracterizada por um desempenho sacrificado e apaixonante, mas pouco reconhecido. No aspecto material é na primeira parcela onde mais sucesso se tem, mas onde racionalmente nos sentimos fraquejar no dia a dia, correndo o risco de num momento de desequilíbrio, sermos rapidamente ultrapassados, ou mesmo traídos e arremessados para o esquecimento. Diremos que esta primeira parcela se coaduna quase exclusivamente às nossas duas mais antigas camadas cerebrais, a reptiliana e a límbica. Já a segunda parcela, além de materialmente menos rentável, o reconhecimento público é nela tão lento, que por vezes só (nem) chega a título póstumo! Contudo, é a parcela que habita por excelência no neo-córtice, com ele interagindo em critérios de satisfação colectiva e não de simples golpismo individual. E como optar por ela dá uma certa acalmia e satisfação interiores… vale bem a diferença!»
Bem, conforme pode ver in (http://www.a-pagina-da-educacao.pt/arquivo/FichaDeAutor.asp?ID=68), este artigo foi escrito há uma década, mas confesso que continuo a sentir nos dias de hoje não só toda a sua enorme actualidade e pertinência, mas também uma enorme angústia por constatar que muitos colegas, perante a INVASÃO TERRITORIAL de que a classe docente vem sendo vítima nos últimos tempos, se colocam com frequência ao lado dos “invasores”, “esquecendo-se” por completo que são professores!
É por isso urgente que, dentro e fora da Escola, como professores que somos, que reconheçamos e defendamos afincadamente o nosso TERRITÓRIO e que - tal como um bom cão-de-guarda - mijemos atentamente nos seus marcos e fronteiras, para o marcarmos e o delimitarmos muito cuidadosamente, não permitindo que quaisquer profissionais de outras áreas (psicologia, saúde, economia, etc.) invada ou usurpe o nosso TERRITÓRIO, não obstante o nosso dever e direito de interagirmos com eles, na partilha de informação e saberes. Mas, obviamente que os marcos e limites do nosso território são estritamente de natureza pedagógica, de nada nos valendo deixarmo-nos seduzir por marcos e limites de outra qualquer natureza, que mais não serão que canto de sereias de Ulisses ou asas de cera de Ícaro…
Importa assim (e porque somos professores) sabermos dar prevalência nas nossas intervenções e opções, aos critérios de natureza pedagógica, mesmo correndo o risco de nem sempre coincidirem e até colidirem com os de natureza administrativa, economicista, hierárquica ou mesmo política. Caso contrário, um dia destes - se calhar até muito em breve - atiram-nos de forma seca, rude e fria aos desígnios reptilianos de certos Gestores Profissionais, portadores de “Tiques Estalinistas”… e só então nos alarmaremos ao depararmos com o este nosso território-pedagógico a monte, barbaramente invadido e todo entulhado de silvas, tojos, ervas daninhas, lixo e escombros!
A jeito de conclusão, creio sinceramente que X e eu estamos no bom caminho, isto é estamos a tomar consciência da nossa “Identidade Territorial Docente”, construindo-a de forma correcta, comportando-nos como professores “práticos e reflexivos”. Mas vou mais longe, afirmando que será essa a única forma de….prosseguirmos em frente!
Bem hajas, por isso mesmo, X!
[i] - McLEAN, P.- A triune concept of the brain and the behaviour, University of Toronto, 1973.
[ii] - VIEIRA, António Bracinha - ETOLOGIA E CIÊNCIAS HUMANAS, Ed. Imprensa Nacional Casa da Moeda, Maia, 1983.
publicado por eduardus às 23:00
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RESUMO DE PRELECÇÃO: Braga, 31 de Dezembro de 2009
Terminei em Janeiro de 2005 a minha dissertação de Mestrado na UTAD. Faço aqui alusão ao estudo que desenvolvi, não por imodéstia, mas por causa das temáticas que abordei e que penso serem pertinentes ao momento, que agora vivemos. Os temas que então abordei foram os seguintes:
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O stress na profissão docente.
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Satisfação/Insatisfação com o Trabalho e com a Organização.
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O desgaste profissional (burnout), uma síndroma constituída por três dimensões:
1- Exaustão emocional: caracterizada por um sentimento de esgotamento de recursos e pela carência de energia e entusiasmo
2- Baixa realização pessoal no trabalho: tendência do sujeito em se auto-avaliar de forma negativa
3- Despersonalização: caracterizada pela atitude do sujeito de tratar os clientes, colegas ou a própria organização como objectos;
As principais conclusões foram que:
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Quanto à intensidade de stress percebido ou experimentado, o estudo apontou para 75% de docentes que tinham valores moderados, embora cerca de um quarto dos professores tenha percebido e experimentado valores altos de stress, atribuível ao exercício da profissão docente.
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A incidência média do sindroma de burnout nos professores era baixa, com excepção da dimensão “Exaustão Emocional”, que se revelou acima da média.
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No que respeita à satisfação/insatisfação, os professores revelaram nas duas dimensões identificadas (Satisfação para com o Trabalho e para com a Organização), uma satisfação que é, em média, superior ao valor teórico das respectivas escalas.
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As duas principais consequências do stress profissional na profissão docente são o absentismo e o desejo de abandono da profissão.
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São três os factores ou fontes distintas do stress: o desprestígio da profissão e o sentimento de impotência que o acompanha (DI), o excesso de trabalho (WL = workload) e a insegurança profissional e a mobilidade excessiva (IM).
TUDO ISTO FOI EM 2004/2005… É PERTINENTE PERGUNTAR COMO ESTARÃO OS PROFESSORES AGORA EM 2009?
Quero referir aqui dois Estudos (A e B) recentes, que ajudarão a responder a esta pergunta: “Como estarão os professores agora em 2009?”:
A- “Observatório de Avaliação de Desempenho, 18 de Dezembro de 2008 (Instituto Superior de Educação e Trabalho – ISET e Federação Nacional dos Sindicatos da Educação – FNE”:
Confrontados em diversas questões sobre a profissão docente, os professores da amostra expressaram:
- “Pedi a Aposentação com penalização” – 2%
- “Se pudesse pedia a aposentação com penalização” – 80%
- “ Mudava de Profissão”: 2008-74%
Interessante verificar que em outros estudos sobre a “Mudança de Profissão”, em 1991 a percentagem se situava em 21%, mas em 2001 só se situava em 17%. Presentemente com 74%… é mesmo de alarmar!
B- Estudo: “Os desafios da Escola Pública: As Condições de Exercício da Actividade Docente”. Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (Ana Drago e Nuno Serra, Novembro 2008):
- As recentes alterações ao Estatuto da Carreira Docente, sobretudo no tocante à criação da figura do professor titular e à implementação do novo sistema de avaliação, constituem os aspectos mais referidos pelos professores quanto à degradação acentuada do seu estatuto profissional
- A avaliação das condições de trabalho ao nível das infra-estruturas existentes é muito negativa, não só em relação a espaços menos desadequados (como a Sala de Professores e a Biblioteca), mas sim quanto à generalidade dos espaços para realizar trabalho individual na escola. Cerca de 6 em cada 10 docentes considera que os espaços disponíveis têm condições medíocres, muito insuficientes ou insuficientes. Apenas 24% dos professores considera as condições existentes satisfatórias.
- Os docentes dispendem, em média, 46 horas semanais no exercício da sua profissão.
- 6 em cada 10 professores têm atribuídos 75 e mais alunos, situando-se em 20% o número de docentes com 150 e mais alunos.
- 20% dos docentes (1 em cada 5) lecciona três ou mais disciplinas e/ou áreas disciplinares distintas
- 53% dos educadores e professores desenvolve a sua actividade fora do concelho onde reside
- 28% vê-se obrigado a percorrer distâncias entre a residência e a escola superiores a 100Km
PERGUNTA: Será que temos “Escolas de RISCO” para as crianças/jovens… porque a saúde física e mental dos seus professores não anda(rá) nada bem?!
QUE RUMOS?
a)Política Geral
- Iniciativas que aumentem a motivação e a auto-estima dos professores: acabar com este golpe profundo na dignidade dos professores, que os arremessou para uma profunda insatisfação e mesmo humilhação!
- Fim ao argumentário político de que, havendo muito insucesso e abandono escolar em Portugal, a culpa é dos professores: não esquecer outras causas estruturantes ligadas às más condições socioeconómicas de muitos dos nossos alunos e dos seus pais, à desagregação das famílias e respectiva ausência de autoridade, à cultura dominante de que o êxito se consegue sem esforço e que tudo tem de ser tornado mais fácil para se atingirem níveis e objectivos desejáveis.
- Implementação dum Código de Conduta, ético e deontológico para a Profissão Docente (ORDEM).
b)Estatuto da Carreira Docente:
- Avaliação de Desempenho: Modelo de Avaliação de Desempenho burocrático, inexequível, gerador de conflitos.
- Prova de Ingresso: afinal a tutela aprova os Cursos e Planos de Estudos e depois não confia nas Universidades, Escolas Superiores e Institutos?
- Estrutura e Progressão na Carreira – Acabar com o descongelamento e com a divisão da carreira em professores titulares e professores, (Apenas 30%. tiveram acesso a professores titulares e por critérios de justiça e transparência duvidosa…mais de 2/3 da classe não progride, não ultrapassando o salário correspondente actualmente a 1500 Euros)
- Regime de Aposentação: Docentes que poderiam aposentar-se em 2010 são obrigados a trabalhar mais 13 anos…
- Modelo de Administração e Gestão: outra forma de gestão que não seja a gestão unipessoal com os poderes concentrados no Director, a não ser que se pretenda domesticar e silenciar de vez os professores.
c)-No interior da Escola…
Estando os professores de Educação Especial em situação de observação priveligiada, porque podem aperceber-se das dificuldades sentidas em todos os Ciclos e Níveis de Ensino, é nessa qualidade que me cumpre aqui propôr:
- Implementação de imediato do PAR PEDAGÓGICO (2 docentes) em todas as turmas do 1º Ciclo do Ensino Básico.
- Implementação da figura do “Co-Director de Turma” ou “Director de Turma Adjunto” no 2º e 3º Ciclos, bem como do Ensino Secundário, constituindo o seu desempenho requisito obrigatório para ser posteriormente Director de Turma.
- Atendimento atempado aos alunos em situação de “desvio curricular” ainda que ligeiro, ou seja a todo o tipo de Necessidades Educativas Especiais (ligeiras, médias e permanentes) com recursos especializados aos vários níveis, conforme as problemáticas…
- Maior envolvimento e co-responsabilização de todos (Escola, empresas, famílias, etc.) na concepção de cursos de dupla certificação, CEF (Cursos de Educação Formação) e CP (Cursos Profissionais), bem como na projecção dos jovens alunos com NEE na inserção na vida pós-escolar (Planos Individuais de Transição - PIT- por todos assumidos!)
- Intervenção em rede local de resposta integrada, com articulação entre todos os serviços que interagem no dia-a-dia com os alunos e suas famílias: Escola, Serviços de Saúde, Instituições, Segurança Social, Comissão de Protecção a Crianças e Jovens, Escola Segura, Tribunais, etc, com valorização efectiva dos Saberes de cada um e co-responsabilização colectiva no êxito e no fracasso.
Eduardo Ribeiro Alves (Braga, 31 de Janeiro de 2009)
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Durante anos e anos a Dama de Ferro dominou… Dizia-se competente e que tinha todos os cursos possíveis e imaginários em administração/gestão. Mas faltava-lhe qualquer coisa… aquela simplicidade de escutar os outros, de humanamente os entender, de rir e de chorar com eles. Não, a Dama de Ferro era simplesmente fria, competente mas dura, hirta, orgulhosa e indomável. Porém não estava só. À sua volta, quais satélites, gravitavam pessoas e serviços, que se sentiam bem naquele cerco fechado, elitista, de intelectualóides-maníacos. Estavam todos como que no Olimpo! E sentiam-se bem, pois claro, e a Dama de Ferro era como que a ponta de lança, ou mesmo a varinha mágica de todo aquele esplendor colectivo. Mas não se pense que era uma organização feminista, não, pelo meio havia alguns homens que, em segunda ou terceira posição na escala do Poder, até faziam jeito! Trabalhavam quais soldados eunucos da ilha de Lesbos ou quais abelhas obreiras servindo roboticamente a sua rainha… Tudo girava à volta da Dama de Ferro: docentes, auxiliares, psicólogos, técnicos e até políticos. Era tudo uma chusma de elite… O ambiente geral, como é óbvio, era elitista, estigmatizante mas satisfazia a todos os da Organização…menos as famílias simples, os aldeões, os menos dotados, os deficientes… Mas, esses que interessavam? O importante era a imagem exterior e sobretudo aquele gostinho de obediência cega e de superioridade que contentava e masturbava toda aquela casta organizacional. Percalços? Revoltas? Sim pelo menos por duas ocasiões pôde observar-se alguém (Homem), que desafiando toda aquela enquistada liderança, apresentou uma outra lista candidata a outra forma de ser, de estar e de gerir…Mas nem os cravos e as flores que gratuita e simpaticamente distribuiu pelos eleitores fez cair a Dama de Ferro e seus acólitos, que na sombra minavam e corroíam as votações, que afinal reconduziam em triunfo ao trono a Dama de Ferro e sua elite, vingando-se dos poucos, que ousaram discordar e dar a cara, amordaçando-os nas prateleiras ou mesmo crucificando-os em calvário! E nada fazia crer que aquele demoníaco reinado fosse terminar.
Mas acabou: um dia, alguém por Lisboa se lembrou, que não era rentável haver tantos reinos. Sobretudo que era um desperdício a existência de reinos poviléus constituídos exclusivamente por Básicos e Jardineiros! E vai daí manda cá para fora um Despacho obrigando os reinos-poviléus a agruparem-se ao reino da Dama de Ferro. Estava instalado o caos! Toda a elite tremia como varas verdes. Mas depois, matreiramente, lá constituíram uma lista candidata, incluindo nela, como era obrigatório, elementos do poviléu, uma jardineira e uma básica… mas escolhidas a dedo, isto é, tendo a certeza que não iriam pôr em causa num suspiro ou numa vírgula que fosse, a tão sábia (?) liderança da Dama de Ferro e sua cúria! O objectivo principal, era nunca permitir que as instalações do reino da Dama de Ferro, qual Torre de Menagem, fossem algum dia invadidas pelo poviléu… mas que se ficasse lá por baixo, que se entendesse ou até que se encornasse, mas que não viesse cá para cima incomodar os “sotores iluminados na ciência infusa”!
Mas não foi assim e o poviléu, marchando nas suas fardas de básicos e jardineiros, fizeram uma lista alternativa e, tendo por estandarte o medo da escravatura e por guião uma cadeira-de-rodas coitadinha, conseguiram uma Vitória memorável, que “escandalizou” toda a urbe.
O pânico semeou-se! Mas, mesmo assim, não era motivo para desanimar, aquela primeira luta era só válida por um ano…havia que conter as lágrimas, o medo, ou mesmo alguma raiva. Nada estava perdido ainda… afinal um ano iria passar depressa, tinha era que se arranjar estratégias – fossem elas quais fossem, porque os fins justificavam os meios! – para lançar os vencedores no disparate, no ridículo e mostrar a todos que eram afinal uns incompetentes! E para isso, começou-se logo já por apagar dos computadores todos os arquivos importantes, qual política da terra-queimada… “haviam de se ver à nora com os problemas e no final do ano, com novas eleições, mas agora para vários anos… é que eles iam ver!” E assim se passou mais um ano…difícil, difícil, difícil!
Mas, o poviléu não desarmou e no ano seguinte, em novas eleições, a vitória cabou por ser ainda maior! A Dama de Ferro caía na lama e, como todos os arrogantes, ditadores e elitistas, terminava agora o seu ciclo de poder reinante, espumando de indignação e raiva, praguejando e amaldiçoando todos!
Seguiram-se vários anos de governança, onde o poviléu teve voz e se sentiu importante e onde os “sotores-da-mula-ruça” se iam escandalizando pela maneira como básicos e jardineiros se portavam nas reuniões, pela invasão escancarada dos seus tão tradicionais aposentos do seu palácio e até pelo comportamento ufano nas festas e convívios ditos inter-níveis e inter-ciclos…Uma ova! Foram anos de revolta, de traição, de lutas, de resistência na clandestinidade, onde o medo e o desespero imperavam à mistura com as “minas e armadilhas”, a má-língua e a sabotagem. Entretanto a governança do poviléu foi-se aos poucos degradando… Em vez do diálogo passou a utilizar-se a força, em vez da sabedoria a arrogância… e o poviléu sentia-se cada vez mais traído, frustrado e mesmo espezinhado. Pelo meio houve meia dúzia (desses que eternamente jogam, quais camaleões, para todos os lados!), que se safaram e que até protagonizaram. Até que um dia, e repetindo cenas históricas já vistas entre os romanos com César e entre os lusitanos com Viriato, foi pela traição que essa governança foi deposta… e os seus membros simplesmente exilados!
Seguiu-se um período cinzentão de tréguas, de indefinição, de falta de liderança e protagonismo mas também dum certo sebastianismo… E cada qual tentou arrebatar para si o pimbismo, a ignorância e sobretudo o laissez-fair-laisser-passer… deixar andar, deixar correr! O importante era o sossego e sobretudo um estado de graça paradisíaco e um assobiar para o lado!…
Entretanto o poviléu já não é agora nada do que era, pela reformulação economicista da sua rede, que reduziu para menos de metade o número dos básicos. E está tudo mergulhado em “vinhadalhos”…numa fase de trégua, indefinição, olhar de soslaio, mas de atenção, porque ao longe o céu apresenta-se com grandes torres de nuvens escuras, tenebrosas, altas e em castelo, anunciando trovão, granizo e tempestade!… E estará para breve!
Entretanto, qual filme de terror ou cenário do Apocalipse, por entre a camuflagem das lutas sindicais, de forma sorrateira, segura, disfarçada e secreta, vão emergindo dos poeirentos sudários da Dama de Ferro alguns dos seus mais saudosos discípulos. E vão aperfeiçoando e juntando as pedras do fantasmagórico xadrez, fomentando e recriando alguns “lobbies” à sua volta, minando posições e cavando trincheiras… O poviléu, nem se apercebe de nada e, tal como Inês de Castro nos Lusíadas de Camões, está “posto em sossego de seus olhos colhendo o doce fruto, naquele engano de alma ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito.”! Mas tem os dias contados… aos poucos a carcaça antiga da Dama de Ferro vai sendo renovada, reapertando-se-lhe os arcos e tapando-se-lhe os poros da madeira bichosa mas ainda resistente. E O importante para já, é não dar nas vistas, mas ir tomando posição, taco a taco, corpo a corpo, arredando os indesejáveis e todos os que não prestem a devida vassalagem, ou, à boa maneira moderna, quem não “ajoelhe” e se negue a “rezar”! Aos poucos, o teatro da batalha vai-se definindo, o poviléu será expulso e retomará aos seus anteriores limites e condição, ou seja aos “servos da gleba”. E, enquanto isso, galopa já pela noite fora o elitismo, o “intectualoidismo maníaco”, o “pimbismo” e ”chicoespertismo”!
E é assim que, na forja da noite, se temperam projectos, se censuram textos e opiniões, se idealizam regulamentos e se acertam planos e até se distribuem, desde já, responsabilidades e pelouros. Está em prova final o fato encouraçado da Dama de Ferro: redesenhado e reconfigurado com rigor às medidas do rosto, do peito, da anca, do braço, do pé…
É já mais que evidente que se voltará em breve ao velho tempo da Dama de Ferro, mas onde está ela? Onde passeia? De onde virá? Poucos já a sabem, mas alguns já a viram… e o certo é que já existe, embora encoberta na sombra, afinando o olhar, o sorriso frio, ensaiando argumentos e arredando os incautos!
Ah…mas a Dama de Ferro não é gata borralheira, nem povo, nem simples, nem pura. É alguém da pseudo elite, da pseudo escola, de pseudo comunidade, da pseudo inclusão, da pseudo vida!
E agora?! Sinceramente não sei…
publicado por eduardus às 02:28
Filed Under (1) by eduardus on 29-06-2009
Foi com gosto que colaborei na elaboração dum “Projecto Educativo” para um Agrupamento de Escolas… Gostei do que fiz, sobretudo da oportunidade que tive de conceber um texto, fruto duma fundamentação científica e bibliográfica cuidada., que a seguir reproduzo, que sugeri, de que me orgulho e que seria um acto de coragem para esse Agrupamento de Escolas se o quisesse inserir no seu Projecto Educativo e (sobretudo) se o tentasse executar na sua prática do dia a dia… Infelizmente, o meu texto foi rejeitado e mesmo adulterado. Sinceramente, sendo especializado em Educação Especial, Mestre em Ciências de Educação (Organização e Avaliação do Ensino) e possuindo relevante currículo profissional ligado à orientação, supervisão pedagógica e mesmo à formação na área da Educação Especial, gostaria de conhecer as competências académicas, científicas e mesmo profissionais dos ilustres-revisores daquele Agrupamento de Escolas, que censuraram e que tão sabiamente (?) substituíram o meu texto por um outro, vazio, difuso, cinzentão e pimbão, que nada diz e que a ninguém compromete! Ah… esta Educação Especial!
Pelos vistos o que aconteceu no passado a Fernão de Magalhães, continua a acontecer hoje a muitos navegadores-professores! E é por isso que aqui o reproduzo, desde já o disponibilizando livremente para outro qualquer Agrupamento de Escolas que o queira aproveitar e se porventura quiser fazer um Projecto Educativo… onde impere a coragem e a determinação:
« 3.5.4.2 - Educação Especial
A promoção da acessibilidade ao meio, aos transportes e às tecnologias da informação e da comunicação, a par da mudança de atitudes da população em geral é uma condição indispensável ao exercício dos direitos de cidadania e uma garantia à participação na vida social, económica, cultural e política para todos e sobretudo para os alunos com necessidades educativas especiais (NEE).
O novo paradigma da avaliação das NEE, por referência à Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) da Organização Mundial de Saúde, vai ao encontro das exigências decorrentes de uma avaliação dinâmica, interactiva e multidimensional das NEE, que pela sua estrutura e objectivos permite classificar não apenas os níveis de funcionalidade e incapacidade do indivíduo, mas também os factores ambientais que podem funcionar como barreiras ou facilitadores dessa funcionalidade.
As barreiras existentes deverão ser equacionadas e entendidas como potenciais factores de exclusão social, que acentuam preconceitos e criam condições propícias a práticas discriminatórias, prejudicando as pessoas com deficiência ou incapacidade, vedando-lhes, assim, o direito e o acesso à participação aos mais variados meios e recursos existentes na sociedade portuguesa.
No que concerne por exemplo ao desporto escolar, o acesso das pessoas com deficiência ou incapacidade à prática de actividades desportivas nas suas vertentes lúdicas, de reabilitação e de competição, constitui, reconhecidamente, um factor de vital importância. É no pleno exercício destas actividades que estes alunos com NEE poderão vir a assumir melhores níveis de acessibilidade psicológica e social e a demonstrar as suas potencialidades e capacidades.
As práticas culturais, desportivas e do lazer devem ser actividades tornadas acessíveis a todos os alunos mesmo aos que possuem deficiência e incapacidade em ordem à sua inclusão e participação plena na sociedade. Um dos maiores desafios do Agrupamento é dar resposta às necessidades de todos os alunos, independentemente das suas condições físicas, intelectuais, sociais, étnicas e culturais, valorizando assim as diferenças, as suas origens e manifestações. Trata-se, em substância, de materializar o princípio da inclusão educativa ou escola para todos consagrados pela UNESCO, designadamente na Declaração de Salamanca e enquadramento da acção - necessidades educativas especiais, subscrita em 1994 por 92 países (incluindo Portugal) e por 25 organizações internacionais e, posteriormente, no Fórum Mundial sobre a Educação, (Dakar, 2000).
A organização da resposta educativa para alunos com NEE deve ser encarada no âmbito de uma gestão curricular flexível que permita uma progressiva adequação do currículo nacional ao contexto de cada escola, de cada turma e de cada aluno em particular, devendo ter sempre por base os dados obtidos através de uma avaliação abrangente, compreensiva e fundamentada dessas mesmas NEE. Uma avaliação deste tipo permitir-nos-á avançar para uma planificação da intervenção educativa numa perspectiva cada vez mais inclusiva na medida em que, ao não se centrar exclusivamente nos problemas dos alunos e ao permitir pôr em causa uma série de factores de natureza contextual, facilitará uma eventual reestruturação dos mesmos com base num ensino pautado pelos princípios da diferenciação, adequação e flexibilização, indo ao encontro de um ensino de qualidade para todos os alunos.
Tais princípios terão que ser operacionalizados através de estratégias de diferenciação pedagógica, traduzidas pela regulação individualizada dos processos e itinerários de aprendizagem, o que passa pela selecção apropriada de métodos de ensino adequados às estratégias de aprendizagem de cada aluno em situação de grupo, o que vai exigir de cada professor a capacidade de pôr em prática uma grande diversidade de actividades, métodos e estratégias que contemplem desde o grande grupo ao aluno individual e que requerem diferentes formas de organização do espaço, do tempo e dos materiais.
O processo de elegibilidade de alunos com NEE de Carácter Permanente (NEECP) para a intervenção por parte da Educação Especial é, em consonância com a lei geral (Dec_Lei nº 3/2008 de 07 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei 21/2008 de 12 de Maio), definido e contextualizado, pela CIF. É neste enfoque que a Educação Especial desenvolverá a sua actividade, procurando responder a um conjunto de solicitações que visam o sucesso escolar, através não só de adequadas condições técnico-pedagógicas de aprendizagem, mas também de favorecer a socialização dos alunos com NEECP, grupo alvo da Educação Especial. Este tipo de alunos define-se como possuindo NEE de Carácter Permanente, necessitando duma adequação do processo de ensino e de aprendizagem, beneficiando das medidas educativas necessárias, promissoras da sua aprendizagem e participação. A problemática do atendimento inclusivo nas turmas do ensino regular, aponta para a necessidade de se reduzirem no número de alunos as turmas que integrem os alunos deste grupo alvo da educação especial, em virtude do inerente maior grau de exigência no desempenho e no trabalho personalizado por parte de todos os docentes dessas turmas. A especificidade do trabalho em educação especial requer uma adequação e organização dos processos educativos dos alunos com NEECP, exigindo dos docentes de Educação Especial a organização do seu horário em função da complexidade dos problemas de cada aluno. A intervenção do docente de Educação Especial poderá também estender-se ao apoio indirecto ao aluno através da sua articulação pedagógica junto do docente titular de turma, director de turma, ou mesmo de docentes em tutoria pedagógica e em apoio educativo. O perfil de competências inerentes aos docentes especializados de Educação Especial, capacita-os ainda no assessorar de outras modalidades de apoio pedagógico e de apoio educativo, na resposta a outras necessidades específicas que afectam o sucesso escolar de outros alunos com NEE de carácter não permanente, intervindo e aconselhando medidas adequadas de apoio educativo específico e individualizado, propondo a mobilização dos recursos necessários na detecção e intervenção atempadas nas necessidades socioeducativas identificadas.
Entendendo a Inclusão dos alunos com NEE da co-responsabilização de todos, torna-se indispensável um esforço constante na assunção dos seguintes princípios:
• Despender o tempo necessário no apoio ao aluno e suas famílias, de forma a compreender melhor os seus desejos e necessidades;
• Conceber, o mais cedo possível, um Plano Individual de Transição (PIT) para os alunos que dele necessitem, aberto ao aluno, à sua família e aos profissionais envolvidos nas fases ulteriores do processo de transição, dentro e fora da escola;
• Modificar e adaptar o PIT, em cooperação com o aluno e sua família, sempre que seja necessário;
• Encorajar, o mais possível, o aluno, a descobrir as suas próprias capacidades e competências;
• Dotar o aluno e sua família de toda a informação de que possam necessitar, ou encaminhá-los para os serviços competentes;
• Assegurar que o Programa Educativo Individual (PEI) e o PIT, tenham um formato e uma linguagem acessível ao aluno e sua família.
• Prestar a informação necessária e actualizada ao aluno e sua família, acerca das possibilidades do mercado de trabalho;
• Visitar empresas, para organizar reuniões com elas e com outros serviços do sector empregador, facultar meios para a organização de períodos de formação de professores nas empresas de forma a mantê-los em contacto com a prática diária;
• Estabelecer contactos e programas de acção com empresas, bem como parcerias com Instituições.
• Convidar profissionais do sector do emprego para contextos educativos, de forma a contactarem com os docentes, alunos e suas famílias. »
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- Dec_Lei nº 3/2008 de 07 de Janeiro.
- Declaração de Salamanca e Marco de Acção - UNESCO (1994).
- Foro Mundial sobre a Educação, Marco de Acção de Dakar - Senegal (2000)
- Lei 21/2008 de 12 de Maio
- Soriano, V. (2002). Transição da Escola para o Emprego. Principais problemas, questões e opções enfrentadas pelos alunos com necessidades educativas especiais em 16 países Europeus. Relatório Síntese - European Agency for Development in Special Needs Education.
- Watkins, A. (2007), Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos: Questões-chave para Políticas e Práticas, Odense, Dinamarca: European Agency for Development in Special Needs Education.
COMENTÁRIO FINAL:
É evidente que esta redacção não interessa a um Projecto Educativo, cujos protagonistas não possuam uma cultura de Inclusão dos alunos com NEE… e daí que tenham optado por uma outra redacção difusa, cheirando a miserabilismo, bafio e mesmo traição, sem fundamentação e que no fundo nada diz, e que não envolve nem compromete ninguém seriamente nesta luta colectiva a favor da INCLUSÃO. E é por isso que - e tal como tenho vindo a afirmar desde há anos - A INCLUSÃO É COMBATE! Sim e até quando Deus quiser, por cá continuarei a COMBATER!…
publicado por eduardus às 01:21
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